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Bruxismo

O bruxismo é um hábito parafuncional caracterizado pela atrição dos dentes em movimentos não mastigatórios, ocorridos durante a noite e/ou dia. Ocorre de forma inconsciente e espontânea. É um problema que pode acometer adultos, jovens e crianças e geralmente traz complicações ao sistema mastigatório.

Nas crianças o bruxismo aumenta na fase de dentição mista (troca dos dentes), por falta de estabilidade da oclusão. Nessa fase, o desgaste dental promovido pelo rangimento acentua-se e pode gerar perda de dimensão vertical, podendo resultar em mordida profunda, o que agrava ainda mais o problema.

O bruxismo pode ter causa médica comprovada (bruxismo Primário) ou pode estar associado a múltiplos fatores (bruxismo Secundário), como uso de medicamentos que agem no sistema nervoso central, transtornos do sono, transtornos neurológicos, transtornos psíquicos, deficiências nutricionais, parasitoses, distúrbios gastrointestinais, hipertireoidismo, disfunção urológica, desordens endócrinas, rinite alérgica, epilepsia e hábitos deletérios (reor unha, morder lápis). Existem também certos fatores locais que podem estar relacionados ao bruxismo como: más oclusões, restaurações incorretas, doença periodontal, interferência oclusal e odontalgia.

O hábito de ranger e apertar os dentes desenvolve diversas manifestações de ordem local e sistêmica. As principais consequências bucais são desgaste e mobilidade dos dentes, migração dental, hipersensibilidade dental, fraturas de restaurações ou dentes, reabsorção óssea, lesões na língua, bochecha e lábios. As principais consequências sistêmicas são inflamação e dor nos músculos da mastigação e do pescoço, limitação da abertura bucal, hipertrofia muscular do masséter, diminuição da dimensão vertical, dores de cabeça e ouvido, disfunção na ATM, pesadelos e despertares breves durante o sono. Em crianças na fase de troca dos dentes, o desgaste dentário pode ser tão intenso que irá contribuir para a instalação de uma má oclusão, ou piorar um quadro já existente.

Após uma anamnese e exame clínico detalhados, o cirurgião dentista irá decidir qual a melhor conduta para o tratamento do bruxismo. É importante identificar as possíveis causas e os possíveis agentes de agravamento do caso para elaborar o plano de tratamento. Com o intuito de restabelecer o equilíbrio do sistema mastigatório, pode ser necessário a confecção de novas próteses e / ou restaurações, tratamento periodontal, correção de más oclusões com o uso de aparelhos ortodônticos ou ortopédicos. Aplicação de compressas quentes no local e uso de medicação miorelaxante podem ser utilizados como coadjuvantes no tratamento.

O uso de PLACAS ESTABILIZADORAS é o principal meio de tratamento do bruxismo. Ela serve para proteção da estrutura dentária e demais componentes do sistema mastigatório durante as crises de bruxismo. Também reduz a atividade elétrica de alguns músculos, diminuindo assim a atividade tensional. A placa deve ser feita individualmente para cada paciente, e ajustada de maneira precisa na boca, de forma que mantenha a ATM numa posição mais estável, fazendo o relaxamento dos músculos mastigatórios. O paciente deve usá-la para dormir continuamente, até o desaparecimento total dos sintomas. Porém, como o bruxismo parece ser cíclico, existe uma possibilidade de recidiva dos sinais e sintomas, e o uso da placa deve ser retomado.

Como o stress vem sendo apontado como um fator sempre presente em pacientes bruxistas, é de extrema importância associar alguns cuidados para sua diminuição, junto com o uso da placa estabilizadora. Adultos devem procurar fazer exercícios físicos, evitar o consumo de cafeína e medicamentos estimulantes perto da hora do sono. Crianças devem praticar atividades esportivas durante o dia e evitar filmes, desenhos e jogos de videogame violentos durante a noite.

O importante é diagnosticar o problema precocemente e controlá-lo. Assim os resultados obtidos serão melhores e as consequências serão menos drásticas aos pacientes.